Hoje escrevi um post no FaceBook falando da experiência com uma bike vendida na edição de 2013 do Circuito Pedalar. edição de Brasília.
É uma bicicleta aro 20
com 6 marchas (1 x 6) e não tem estampado o fabricante. Na época a
informação é que o fabricante era a Caloi. Muito simples. Me fez lembrar
da minha primeira Monareta que ganhei quando completei 7 anos. Foi nela que aprendi a pedalar.
Bicicleta simples. Uma
volta pela quadra (sem capacete - que feio...) enquanto me lembrava de
alguns pedais longos que fiz e diversas trilhas. E não demorou muito
para me lembrar do "Seu Zé da Barra Circular". As histórias a respeito
dele são mais ou menos lenda urbana tipo "a loura do banheiro".
Neste caso, não tem lenda
urbana. O cara existe mesmo. Eu mesmo já encontrei com ele (ou eles,
sei lá) 3 vezes. A primeira vez foi na trilha Bontempo (Rebas), depois
no Audax 200 e a última, no Desafio K450, lá na divisa de Minas com o
Rio de Janeiro.
O que tem de excepcional este "Cara da Barra Circular"? Nada.
Apenas que o cara, numa
bicicleta Monark Barra Circular, pesando uns 20kg, de ferro, apenas a
tração (sem marchas), coroa grande e catraca pequena, passa pelo
Ciclista com sua Specialized 30 marchas, cumprimenta e vai embora.
Tudo de forma muito
normal, como se a bicicleta andasse sozinha. Enquanto isto, o ciclista
com sua Top de linha e pensa: "Como pode alguém com uma Barra Circular
me deixar prá trás desta forma?"
E quando pensa em passar
na frente do Seu Zé, ele já sumiu. Não se sabe se evaporou ou se acionou
o turbo da sua Monark Barra Circular.
Me senti como o cara da
Barra Circular. Mas não em velocidade, mas sacrifício. É difícil pedalar
uma bicicleta de 6 marchas quanto está acostumado a câmbios de 20, 27
ou 30 marchas.
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